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M&A América Latina: Trajetória de 2018 a 2022

Entre 2018 e 2019, o número de transações de M&A na América Latina e no Brasil foi impulsionado pela privatização de empresas estatais, sendo ER&I (Energia, Recursos e Industriais) com aproximadamente US$ 53 bilhões, e Serviços Financeiros com US$ 45 bilhões, os setores que atraíram mais investimentos.


O ano de 2019 também marcou a indústria de M&A com recordes, com crescimento de 48,3% em número de operações e 31,1% em volume, atingindo R$ 264 bilhões, com destaque para grande número de operações com valores superiores a R$ 1,0 bilhão.


Em 2020, o cenário que vinha mostrando uma história positiva enfrentou os efeitos do primeiro ano da pandemia do Covid- 19, resultando em uma queda de investimentos estrangeiros no Brasil. Porém, setorialmente, tecnologia da informação, companhias energéticas e hospitais e laboratórios de análises clínicas tiveram um aumento no número de transações.


Após o mercado entender melhor as implicações da pandemia sobre as operações de M&A, 2021 terminou com crescimento de 65% comparado a 2020, com foco no setor de tecnologia da informação, telecomunicações e mídias, hospitais e laboratórios de análises clínicas e saúde; instituições financeiras e outros. O ano também registrou o maior volume de investimentos, apesar do início ciclo de aumento de juros.


Em 2022, o primeiro semestre superou o primeiro trimestre do ano anterior em termos de transações realizadas. Porém, no decorrer do ano, o impacto do aumento dos custos de energia na inflação e consequente aumento de juros em todo o mundo, resultou em decisões mais conservadoras pelos boards de empresas.


Dessa forma, houve queda na atratividade em consequência do cenário nebuloso de juros altos associados a inflação em alta. No Brasil, as empresas americanas, que são tradicionais atores em processos de M&A, reduziram sua atividade, com relação direta na queda de aquisições estrangeiras no setor de tecnologia e internet. Em adicional, estratégias mais conservadoras e valuations mais restritivos, foram fatores decisivos na redução da presença de fundos estrangeiros em operações junto a empresas brasileiras. A soma de todos esses fatores acabou por impactar o valor dos deals, que globalmente apresentou uma queda de 36% em 2022.


Entramos em 2023 com um cenário onde podemos esperar movimentos ousados, aumento no volume de transações de pequeno e médio porte, equilíbrio entre escala e escopo, valuations ainda sob muita pressão e gestores buscando equilibrar seu portfólio com companhias mais resilientes e sustentáveis.


Até 2025, esperamos um aumento gradual de movimentos de consolidação em todos os segmentos de tecnologia e especialmente em SaaS e Fintechs, à medida que expectativas de valor e os objetivos das companhias se adaptem ao cenário mais restritivo do mercado de capitais.



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