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EVOLUÇÃO M&A DE STARTUPS BRASILEIRAS

  • 22 de jan.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de fev.

O mercado brasileiro de M&A de startups viveu uma forte oscilação nos últimos quatro anos. Em 2021, o ecossistema atingiu seu pico, com mais de 250 operações, impulsionado por juros globais baixos, capital abundante e valuations inflados. Foi a fase do “comprar para não ficar de fora”, liderada principalmente por corporações


Gráfico de barras mostrando a evolução do número de fusões e aquisições de startups brasileiras nos últimos cinco anos: 252 em 2021, 197 em 2022, 175 em 2023, 210 em 2024 e 290 em 2025, com tendência de alta no período recente

No fim de 2021, iniciou-se a correção: a Selic subiu de 2,00% para 9,25%, a liquidez secou e o volume de transações caiu, atingindo o fundo em 2023, com 175 deals. Em 2024, surgiram sinais modestos de recuperação, com 210 operações. Já 2025 encerra com mais de 290 transações, superando inclusive o pico de 2021.


O que mudou em 2025?


A retomada foi impulsionada pela combinação de demanda represada e novas necessidades tecnológicas. Se 2023 foi o ano da sobrevivência e 2024 o da reorganização, 2025 consolidou-se como o ano da execução estratégica, com IA e eficiência no centro das decisões. Alguns vetores explicam esse movimento:


1) F.O.M.O por IA: Diferente de 2021, o foco passou de crescimento para capacidade técnica. Empresas tradicionais e grandes tech-players (Totvs, Locaweb, etc) buscaram startups com IA Generativa já integrada, visando eficiência operacional, redução de custos e ganho de margem. A IA passou a ser pecebida não apenas como inovação, mas como ferramenta de eficiência operacional (redução de burn rate e melhoria de margens), tornando esses provedores alvos atraentes para aquisição.


2) Dry Powder: Entre 2022 e 2024, fundos de VC e PE reduziram investimentos, acumulando capital comprometido. Em 2025, a pressão por retorno levou à retomada de investimentos e desinvestimentos via M&A, aproveitando valuations ainda atrativos. A percepção de que os valuations estavam no fundo do poço levou a movimentos de aquisição de bons ativos a preços razoáveis antes de uma nova escalada de valor.


3) Apetite das "Strategics" e Consolidação: Cerca de 60% dos deals em 2025 foram realizados por compradores estratégicos e não por fundos. Aquisições Bolt-on: As empresas focaram em comprar startups menores que se encaixavam perfeitamente em sua operação atual para ganhar mercado rápido em vez de desenvolver tecnologia do zero. O foco mudou de "comprar usuários" para "comprar receita e talentos" (acqui-hiring), visando o aumento imediato do EBITDA da adquirente.


4) Maior Maturidade e Governança das Startups: As sobreviventes do inverno de 2023 chegaram mais robustas, com melhor governança e controles financeiros. Isso reduziu riscos, acelerou due diligences e alinhou expectativas de preço à nova realidade.


O mercado amadureceu e corrigiu excessos de 2021. O crescimento a qualquer custo ficou para trás. Em 2026, a tendência é de continuidade no aumento de deals, com mais estratégia e criação de valor real. As oportunidades seguem relevantes, mas exigem excelência operacional, disciplina e uma tese clara de consolidação.


EVOLUÇÃO M&A DE STARTUPS BRASILEIRAS



Por Claudio Nassur | Managing Partner | DealMaker

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