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LOCKED INSIDE: O GARGALO DE EXITS NO PRIVATE EQUITY DE SOFTWARE

  • 10 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Entre 2021 e 2022, fundos de Private Equity alocaram aproximadamente US$ 202 bilhões em 1.167 empresas de software nos EUA. Esse volume criou uma necessidade de liquidez. Porém a janela de exits se abre em um momento em que a tolerância a múltiplos elevados diminuiu de forma estrutural e a inteligência artificial passou a redefinir a percepção de valor do SaaS tradicional.


Em 2025, os exits somaram cerca de US$ 84 bilhões, um crescimento de 76% em relação a 2024, mas ainda insuficiente frente ao estoque acumulado de ativos aguardando saída. O descompasso entre capital investido e capital retornado pressiona gestores a decidir entre realizar perdas relativas ou prolongar ciclos de investimento.


A imagem apresenta um gráfico de barras empilhadas que cobre o período de 2020 a 2025. As cores das barras representam três categorias: Public Listing, PE Buyout e Sale.    Em 2020, o volume total ultrapassa os $100B, com $27B provenientes de listagens públicas.  Em 2021, o gráfico atinge seu ápice histórico, chegando perto dos $200B, com um valor expressivo de $92B em listagens públicas.  Entre 2022 e 2023, há uma queda drástica; em 2023, o valor para listagens públicas é indicado como $0.  Em 2024 e 2025, observa-se uma leve recuperação. Para 2025, o volume de listagens públicas é de $11B.  Uma nota de rodapé esclarece que os números de 2025 excluem a compra da rede X pela xAI no valor de $33B. A fonte dos dados é atribuída ao The Information & Pitchbook

Esse trade-off de timing é agravado pela dinâmica tecnológica. Realizar agora implica, em muitos casos, retornos abaixo do custo de entrada; postergar exige maior consumo de capital e menor velocidade de reciclagem para novas teses. A IA intensifica essa equação ao acelerar a reprecificação do software. Desde o início de 2025, empresas como Salesforce, ServiceNow e Adobe acumulam quedas superiores a 30%, refletindo a migração de orçamento corporativo de SaaS incremental para soluções nativas de IA. Dados da BDO indicam que o crescimento médio de receita no setor recuou de 21% em 2021 para 12% em 2024.


Nesse contexto, a assimetria de risco entre ativos se amplia. Softwares expostos a funções facilmente automatizáveis, como CX, GTM e call centers apresentam maior vulnerabilidade à substituição. Em contraste, cibersegurança e verticais especializadas com fortes data moats mantêm resiliência operacional e maior poder de precificação.


A demanda por ativos também se reconfigura. Sponsor buyouts caíram de mais de 50% para cerca de 42% dos exits, enquanto compradores estratégicos e financeiros exigem descontos mais agressivos, covenants mais restritivos e evitam categorias sob incerteza tecnológica elevada. Ao mesmo tempo, aquisições por Private Equity superaram as saídas em 2025, sinalizando apetite ainda presente, porém ancorado em novas teses de valuation e transformação operacional.


Como resposta, gestores aceleram retrofits tecnológicos como fábricas de agentes e automação baseada em IA e buscam exposição direta a empresas nativas de inteligência artificial, exemplificada por movimentos recentes de grandes houses em ativos como Norm AI, OpenAI e Anthropic. Essa adaptação, no entanto, cria uma tensão na alocação de capital, o que poderia viabilizar exits é redirecionado para a transição tecnológica dos portfólios.


A possível abertura de capital da SpaceX, com valuation potencial na casa dos US$ 50 bilhões, adiciona uma variável relevante. Caso se materialize em janelas próximas de saída, tende a intensificar a competição por atenção institucional e capacidade de alocação, elevando ainda mais o custo de oportunidade para gestores pressionados por liquidez.


LOCKED INSIDE: O GARGALO DE EXITS NO PRIVATE EQUITY DE SOFTWARE



Por DealMaker Insights | DealMaker

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