M&A BRASIL
- 23 de jun.
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O volume de M&As no Q1 2026 no Brasil caiu 29%, para 154 transações. Já o valor agregado subiu 47,2%, atingindo US$16 bilhões.
O pano de fundo exige cautela: PIB desacelerando para 1,7%, inflação próxima a 4%, ciclo de corte de juros adiado e maior incerteza fiscal às vésperas das eleições em outubro.
Ainda assim, os dados mostram que o capital continua disponível para ativos considerados estratégicos.

Financial services liderou o trimestre. O valor movimentado saltou para US$6,1 bilhões, uma alta de 813%, impulsionada principalmente pela aquisição da Odontoprev pelo Bradesco por US$5,8 bilhões. O movimento reforça a busca por ativos resilientes e expostos a tendências estruturais de crescimento.
TMT também apresentou forte desempenho. O valor transacionado cresceu 332,6%, para US$2,7 bilhões, sustentado pelo interesse contínuo em infraestrutura de telecomunicações e redes de fibra óptica.
No buyout, o mercado esfriou. O volume de operações de Private Equity recuou 38,1%, para 13 transações, enquanto o total anunciado somou apenas US$101,4 milhões, o menor valor trimestral dos últimos anos. A combinação de uma janela de IPO ainda restrita e períodos de holding cada vez mais longos segue pressionando gestores e limitando a liquidez de portfólios maduros.
O apetite internacional também permaneceu presente. Rio Tinto e Aluminum Corp of China lançaram uma oferta conjunta de US$1,9 bilhão pela CBA, enquanto a Macquarie Asset Management investiu US$952 milhões nos ativos latino-americanos de torres da IHS Holdings.
Em um ambiente macroeconômico mais complexo, investidores continuam dispostos a mobilizar capital relevante, mas direcionando recursos para ativos líderes, infraestrutura crítica e teses com fundamentos sólidos de criação de valor.
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Por DealMaker Insights | DealMaker


